Admissão de prova ilícita

Fabiano Ferreira Russi foi preso, depois que duas mulheres, assaltadas em Taboão da Serra, São Paulo, o reconheceram como sendo um dos criminosos em um álbum fotográfico da polícia. Ele estava sozinho no reconhecimento e não tinha antecedentes criminais, mas, para sua infelicidade, foi fotografado depois que o delegado determinou a identificação de todos em batida policial. Fabiano trabalhava em um hotel quatro estrelas da região da Vila Madalena, São Paulo, e até trinta minutos depois do assalto continuava no trabalho. Condenado em 2005, permaneceu preso por quatro anos.

Ele ainda aguarda ser inocentado. Se a lei tivesse sido aplicada, Fabiano nunca teria sido reconhecido, pois o reconhecimento é exemplo de uma prova ilícita. Injustiças assim, que já existem aos montes em nosso país, deverão ser multiplicadas caso seja aprovado o projeto “10 Medidas Contra a Corrupção”. Quantos “Fabianos” ainda teremos que suportar?